Normalmente eu não sou a maior fã de bate-voltas porque gosto de sentir o clima das cidades menores também na parte da noite, mas nessa viagem foi essencial porque tanto Madrid quanto Barcelona são cidades centralizadas em relação aos demais destinos escolhidos. Além disso, essa região da Espanha é muito bem servida de trem e trem-bala.
Bases da viagem: Madrid (4 noites), Toledo (1 pernoite com malas grandes guardadas no locker) Salamanca (2 noites) e Barcelona (4 noites)
- Duração: 10 dias completos
- Temperatura: Entre 1°C e 20°C (Ávila a cidade mais fria e Barcelona a mais quente)
- Quando foi: Entre a última semana de novembro e a primeira semana de dezembro
- Estilo da viagem: cidade
Resumo do roteiro
- Dia 1: Chegada em Madrid
- Dia 2: Madrid
- Dia 3: Toledo com pernoite
- Dia 4: Madrid
- Dia 5: Madrid com bate-volta pela manhã em Aranjuez e na parte da tarde/noite em Segóvia
- Dia 6: Ávila e Salamanca
- Dia 7: Salamanca
- Dia 8: Barcelona
- Dia 9: Barcelona com bate-volta para Sant Sadurní d’Anoia
- Dia 10: Barcelona com bate-volta a Girona + Museu Salvador Dalí em Figueres
- Dia 11: Barcelona com bate-volta para Montserrat
- Dia 12: Retorno para o Brasil
O que eu faria diferente no roteiro?
Eu trocaria a visita à Ávila por mais tempo em Segóvia, reservando inclusive um pernoite por lá. Mais detalhes no post específico, mas Segóvia foi uma cidade muito viva e que realmente me surpreendeu positivamente, enquanto Ávila nessa época do ano estava bem fria (a cidade fica a mais de 1.100m de altitude).
Madrid
Chegamos em Madrid no final de novembro, mas a cidade já estava toda iluminada para o Natal!


Museus de Madrid
Em Madrid há 3 museus imperdíveis: o Museu do Prado, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia e Museu Thyssen-Bornemisza. Se puderem ir a todos, vão ver obras emocionantes de grandes artistas como Salvador Dalí, Pablo Picasso, Caravaggio, etc. Os ingressos foram comprados com antecedência e não foi necessário pegar nenhuma fila muito grande para o acesso.
Caso tenham que escolher, esta é a minha ordem de prioridade:
1) Museu do Prado
A minha obra favorita de toda esta viagem, tirando as obras de Dalí, claro, e que foi uma surpresa porque eu nunca tinha escutado falar em Bosch. A obra se chama O Jardim das Delícias Terrenas e se trata de um tríptico datado de 1504, que serviu de inspiração para Salvador Dalí como precursor do surrealismo. É a típica obra de arte que precisa de muito tempo pra analisar, pois cada cantinho dela é muito criativa e curiosa! Se quiserem ter um gostinho da obra de arte, é só clicar no link abaixo do museu:
2) Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia
No Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia é onde está uma das obras mais conhecidas de Pablo Picasso: a Guernica. Essa obra teve como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola, que estava em curso quando ela foi criada.
3) Museu Thyssen-Bornemisza
O Museu Thyssen-Bornemisza sem dúvidas é o mais vazio dentre os 3 museus citados. A obra que mais me impactou neste museu foi uma exposição temporária focada na história das mulheres nas culturas indígenas do México. Eu costumo ser bastante sensível à história feminina ao redor do mundo. Embora a gente exista desde o início dos tempos, há ainda muito pouco que conhecemos sobre o nosso passado que não seja permeado pela visão masculina.
O que fazer em Madrid
Como chegamos ainda no horário do almoço, foi possível visitar ainda no primeiro dia o Museu do Prado, que ficava aberto até 20h.
Depois do museu a gente comeu um um restaurante vegano chamado Vega, onde eu experimentei uma das melhores sobremesas que eu já comi: uma torta cheesefake.❤️
O nosso segundo dia em Madrid foi completo na cidade, então deu pra fazer um roteiro à pé começando pelo Palacio de Cibeles, e seguindo pela Puerta de Alcalá (ambos visitados pelo lado externo apenas para conhecer e tirar fotos). Depois disso foi hora de visitar o belo parque El Retiro e aproveitar uma pausa para almoço no mesmo bairro. Na parte da tarde visitamos os 2 principais museus que estavam faltando: Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia e o Museu Thyssen-Bornemisza. Após uma longa tarde no museu, fomos até o bar do Círculo de Bellas Artes pra curtir o pôr-do-sol com uma vista panorâmica da cidade.


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